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Secretaria de Cultura cria oficina de danças urbanas e alunos lançam movimento cultural

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dancas-urbanaregistro-12Essa nova proposta da cultural Hip-Hop tem despertado o interesse entre jovens e adultos. Hoje a oficina conta com aproximadamente 40 alunos, com idades entre 8 e 30 anos

Um trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Registro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Turismo, está resultando no surgimento de um novo movimento entre jovens do Município: a Cultura Urbana. A iniciativa surgiu do trabalho realizado pela Oficina de Danças Urbanas, que começou em outubro de 2013.

“A nossa proposta era mostrar para o público jovem que havia uma alternativa diferente das músicas que possuem uma proposta de apelo vulgar e teor sexual. Vimos que o disseminado entre as garotas e garotos tem um apelo distorcido, inclusive do autêntico movimento funk com letras que levavam à reflexão sobre questões do contexto social. Muito diferente de hoje em dia que propagam a sensualidade de maneira impúdica”, analisou o Secretaria Municipal de Cultura, Cristiano Oliveira.

Essa nova proposta da cultura Hip-Hop tem despertado o interesse entre jovens e adultos. Hoje a oficina conta com aproximadamente 40 alunos, com idades entre 8 e 30 anos. “A cultura possibilita isso, ela é capaz de permitir que crianças, jovens e adultos interajam”, observou o professor de Danças Urbanas, Emerson Trankas.

Entre uma aula e outra, com dois encontros semanais, os passos vão se aperfeiçoando e os movimentos ficam cada vez melhores. Além disso, a oficina também ensina teoria, contando a história do movimento break, passando pelos elementos looking, hip-hop e freestyle.

“É importante que os alunos tenham este tipo de embasamento para compreenderem o que estão praticando. Não queremos apenas difundir o break, e sim contribuir no processo de formação enquanto ser humano, como uma lição de vida”, explicou o Diretor Municipal de Desenvolvimento Social e Econômico, Carlos Junior.

Alunos criam movimento para eternizar cultura hip-hop

Liderado pelos alunos da Oficina de Danças Urbanas; Ana Caroline dos Santos Ferreira, Daniele Caroline Silverio Santos, Gabrielly Azevedo e Marlon Martins Jorge, o movimento Hip-Hop de Registro, criado em março desse ano, nasceu da paixão de jovens pelo estilo musical e o desejo de marcar na cultura do Município um novo estilo de dança e filosofia.

Em meio a passos como top rock, salsa front, up rock e indian step, coreografados durante o curso, o desejo pela música ia além das duas horas de aula. “Sempre quando terminava a oficina nós ficávamos lembrando os passos e isso passou a ser frequente. Foi a partir daí que tivemos a ideia de nos reunir aos sábados na Praça dos Expedicionários. A partir daí o pessoal da própria oficina vem nos acompanhar também e hoje em dia tem até pessoas que param para ver os nossos ensaios”, falou Ana Caroline.

Em meio a tanto entusiasmo pela dança, algumas dificuldades passam até despercebidas. Para ter uma ideia da dedicação do pessoal ao movimento, eles caminham quase diariamente de suas residências por quase uma hora até chegar ao Teatro Wilma Bertelli (K.K.K.K.) para as aulas ou no ponto de encontro dos BBoys e BGirls.

“Agradecemos demais ao nosso professor [Emerson] pela força que dá ao nosso movimento. Se não fosse ele, muitas vezes não teríamos nem som para ensaiar. Sabemos que não é fácil, mas o hip-hop para nós é maior do que as adversidades que enfrentamos. Tudo o que fazemos é em nome da cultura urbana”, disse Daniele.

Agora o próximo passo é montar uma crew (grupo de competição) para participar de campeonatos de break. Eles ainda estão selecionando quem vai participar deste seleto grupo que terá ainda mais quatro membros, somados aos líderes do movimento. Paralelo a isso eles estão se organizando para angariar patrocinadores que estejam interessados em contribuir com o trabalho cultural.

“A nossa ideia é divulgar Registro por meio da cultura hip-hop. Temos orgulho de nossa cidade. E tenho certeza que teremos parceiros dispostos a contribuir com este projeto artístico”, disse Ana Carolina.

Todo esse sentimento pelo hip-hop tem um significado especial para cada um deles. “O break mudou a minha vida. É o estilo de vida que escolhi pra mim. Amo o que faço”, descreveu Dani.

“Eu era um pouco rebelde e foi graças ao hip-hop que minha vida mudou para melhor. Hoje vivo para o break, juntamente com os meus amigos que são minha segunda família”, confessou Marlon.

“É uma conquista, vitória, realização. Quando me aprofundei na história do hip-hop a minha vida mudou completamente. É isso que motiva preservar e divulgar cada vez mais esta cultura para continuar com o movimento”, revelou Gaby.

“Hip-hop pra mim é sinônimo de amor. É um meio de quebrar todo tipo de preconceito porque a dança de rua vai além de uma expressão. Ela representa uma alternativa para muitos jovens, principalmente para não seguirem por caminhos errados”, definiu Ana Carolina.

 

SERVIÇO

Quem estiver interessado em participar da Oficina de Danças Urbanas pode entrar em contato com a Secretaria Municipal de Cultura pelo telefone (13) 3822-4492.