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Foca caranguejeira com 2,17 m apareceu na Ilha pela primeira vez

Data: . - Ilha Comprida

Uma foca-caranguejeira da espécie Lobodon carcinophagus, com 2.17m de comprimento e cerca de 150 quilos, apareceu encalhada na praia do Balneário Jardim da Ilha na noite de quinta 26/06.

Técnicos ambientais da Prefeitura da Ilha e voluntários da Ong Amigos do Mar e Ong Coati Jureia verificaram seu estado de saúde e a monitoraram até a sexta 27/06,quando foi devolvida ao mar.
De acordo com o técnico da Prefeitura da Ilha Cristian Negrão da Silva, a foca apresentava ferimentos no abdômen, nadadeiras traseiras e no pescoço causados provavelmente por embarcações com redes de pesca em alto mar ou por predadores naturais como ataques de focas-leopardo. Apesar dos ferimentos, técnicos das Ongs constaram que a foca tinha condições de saúde de voltar ao mar. "Os ferimentos foram superficiais e não debilitaram o animal",afirmou Cristian.


D acordo com o técnico, esta espécie de foca é comum na região do Continente Antártico e que visita a costa brasileira nesta época do ano, quando se dispersam das colônias reprodutivas em busca de alimentos."As focas vão até as praias para descansar das migrações e, por isso, não devem ser incomodadas pelas pessoas", explica


De acordo com ele, esse foi o primeiro registro de encalhe de uma foca caranguejeira na Ilha. Um adulto da foca desta espécie pode chegar a 2,6 metros de comprimento e pesar até 300 quilos. São focas carnívoras e alimentam-se de peixes e cefalópodes. Geralmente, reproduzem-se em colônias.

Monitoramento na praia - Após percorrerem os 74 km de praias da Ilha, o técnico ambiental Cristian e a voluntária da Ong Amigos do Mar e Coati/Jureia Helóa Cobo Dini informaram que, além da foca devolvida ao mar, foram encontrados mortos na praia no mesmo período um filhote de golfinho com marcas de rede, um filhote de baleia em decomposição e uma tartaruga verde(Chelonia mydas) .
Conforme análise de Cristian, esses óbitos ocorrem por ações causadas geralmente por redes de pesca. "Ao serem capturados em redes, esses animais marinhos morrem por asfixia", explica. O técnico pede aos pescadores que, ao perceberem em suas redes qualquer espécie de animais marinhos, que os retirem rapidamente e os devolvam ao mar".