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Ignácio de Loyola Brandão esteve em Eldorado

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No dia 7 de junho, na Aldeia Cultural de Eldorado, aconteceu a primeira etapa do programa do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, "Viagem Literária".
 
Este está sendo o terceiro ano consecutivo em que a divisão de Cultura da Prefeitura Municipal da Estância Turística de Eldorado se organiza para receber escritores e artistas famosos com o objetivo de difundirem as suas idéias e de contarem um pouco sobre as suas experiências de vida para toda a comunidade, aproximando, assim, o público cada vez mais da biblioteca.
 
Desse mês até o final do ano, cada biblioteca municipal do Estado receberá uma atração mensal ligada à literatura. E para essa primeira etapa chamada "Bate-papo com o Escritor: Literatura Para Todos", a Secretaria enviou o nome do escritor Ignácio de Loyola Brandão.
 
O evento que seria na Sala de Projeção da Aldeia Cultural precisou ser transferido para a parte externa no local, pois mais de 300 pessoas estiveram presentes para conhecer e apreciar o escritor reconhecido internacionalmente.
 
Após a acomodação de todos, Brandão teve um bate-papo descontraído com estudantes das escolas estaduais do município, e pôde transmitir a cada participante o seu modo como escreve os seus textos. "Eu reescrevo cada texto até ficar da maneira que quero. Já aconteceu de reescrever o mesmo texto 25 vezes", explicou o escritor.
 
O autor também falou sobre suas obras, descritas abaixo, e do começo ao fim apreendeu a atenção da população. Para o chefe da divisão de Cultura, Moises Moreira, a vinda de Brandão a Eldorado foi muito importante. "A visita do Ignácio de Loyola Brandão foi de extrema importância, pois através do bate-papo, aconteceu a troca de ideias entre o escritor e os eldoradenses", revelou Moreira. "Com certeza, Brandão estimulou muitos à escrever e conhecer um pouco mais do mundo da literatura", finalizou.
 
 
 
IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO
 
Natural de Araraquara, o escritor e jornalista, publicou mais de 30 livros, entre romances, contos, crônicas, viagens e infantis, muitos deles traduzidos no exterior.
Recebeu diversos prêmios, como o Jabuti com "O Homem que Odiava a Segunda-feira" (1999) e "O Menino que Vendia Palavras" (2007), que ganhou sua continuação em 2011 com "O Menino que Perguntava".
 
Algumas de suas obras foram adaptadas para o cinema, a dança e o teatro. Entre os principais títulos do autor estão os romances "Zero" (1975), "Não Verás País Nenhum" (1981) e "A Altura e a Largura do Nada" (2006). Ainda em 2011, publica "A Morena da Estação", contos e crônicas do tempo das ferrovias.
 
O autor assina uma coluna quinzenal de crônicas no jornal "O Estado de São Paulo".